Rogério Ceni Detona "Cera" no Futebol Brasileiro Após Vitória do Bahia: "A Regra Precisa Mudar"

Rogério Ceni detona a "cera" no futebol brasileiro após vitória do Bahia sobre o Vasco. Confira as propostas do técnico para mudar as regras do jogo!

FUTEBOL

2/12/2026

Rogério Ceni Detona "Cera" no Futebol Brasileiro Após Vitória do Bahia: "A Regra Precisa Mudar"

O Bahia conquistou um triunfo fundamental sobre o Vasco da Gama na Arena Fonte Nova, em partida válida pelo Brasileirão 2026, mas o que dominou as manchetes após o apito final não foi apenas o placar. Em uma coletiva de imprensa marcante, o técnico Rogério Ceni subiu o tom e fez duras críticas à famosa "cera" — a perda de tempo deliberada — que ainda assombra o futebol nacional.

Ceni, conhecido por sua visão técnica aguçada e opiniões diretas, utilizou o espaço para cobrar medidas drásticas da CBF e da comissão de arbitragem. Para o treinador do Esquadrão de Aço, o espetáculo está sendo punido pela falta de rigor na aplicação das regras atuais.

O Desabafo de Ceni: "O Torcedor Paga para Ver Bola Rolando"

A vitória tricolor foi suada, mas o ritmo do jogo foi constantemente interrompido por atendimentos médicos questionáveis e demora em reposições de bola. Rogério Ceni não poupou palavras ao analisar como essas ações prejudicam o dinamismo que ele tenta implementar no Bahia.

"Não é sobre o Bahia ou o Vasco. É sobre o produto futebol brasileiro. Nós queremos intensidade, queremos atrair o público, mas permitimos que o antijogo vença. A regra precisa ser coercitiva. Se o atleta sai de maca, ele deveria ficar cinco minutos fora. Se o goleiro demora 30 segundos, o cartão tem que vir no primeiro tempo, não aos 45 do segundo", disparou o técnico.

Ceni destacou que, enquanto o futebol europeu e a própria FIFA discutem o tempo de bola rolando efetivo, o Brasil parece caminhar a passos lentos no combate às estratégias de fragmentação da partida.

A Importância de Medidas Rigorosas na Regra

Durante a coletiva, o comandante tricolor sugeriu que a arbitragem brasileira adote critérios mais próximos aos vistos na última Copa do Mundo, onde acréscimos generosos foram aplicados para desencorajar a perda de tempo. No entanto, ele foi além: defendeu que a punição técnica e disciplinar deve ser imediata.

Para Ceni, a "cera" não é apenas uma estratégia de defesa, mas uma falta de respeito com o investimento dos clubes e com o torcedor que comparece ao estádio. Ele defende que a IFAB (International Football Association Board) e a CBF criem protocolos onde o cronômetro seja parado em situações específicas ou que a punição por simulação seja rigorosamente aplicada com o auxílio do VAR.

O Impacto do Triunfo na Tabela

Apesar das críticas ao ritmo da partida, o Bahia somou três pontos vitais que o colocam na briga direta pelo G-6 do Brasileirão. Com um futebol ofensivo e de muita posse de bola, o Esquadrão mostra que a filosofia de Ceni está enraizada, independentemente das dificuldades impostas pelo antijogo adversário.

O resultado pressiona o Vasco, que agora precisará buscar pontos fora de casa para não se distanciar do pelotão de elite. Para o Bahia, o foco agora se volta para o próximo desafio, onde Ceni espera encontrar "um adversário que queira jogar futebol".

Estatísticas de Bola Rolando (Média do Jogo)

  • Tempo Total de Partida: 102 minutos (incluindo acréscimos).

  • Tempo de Bola em Jogo: 52 minutos.

  • Interrupções para Atendimento: 8 vezes.

  • Cartões por Retardamento: 2 (ambos após os 40 min do 2º tempo).

Análise ANR: O "Efeito Ceni" e a Evolução do Jogo

Opinião do Editor: Rogério Ceni toca em uma ferida aberta. O futebol brasileiro de 2026 tem evoluído taticamente, com treinadores como o próprio Ceni e Vojvoda buscando um jogo de alta pressão. Contudo, a "cera" é o maior inimigo da intensidade. Quando um time que propõe o jogo, como o Bahia, encontra um adversário que fragmenta a partida, o nível técnico cai drasticamente.

A autoridade de Ceni para falar sobre isso é inegável, dado que ele viveu as duas pontas do campo. Sua crítica é um clamor por modernização. Se o Brasileirão quer se consolidar como uma das cinco maiores ligas do mundo em valor de mercado, o tempo de bola rolando precisa subir da média atual de 55 minutos para, pelo menos, 65 minutos por jogo.

Fontes pesquisadas: Portal GE Bahia ESPN.com.br UOL Esporte Site Oficial do Esporte Clube Bahia

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