Dívida de Memphis Depay: Corinthians tenta parcelamento até 2028 e gera crise com estafe
Corinthians propõe parcelar dívida de R$ 30 milhões com Memphis Depay até 2028. Estafe do holandês se irrita com a oferta e futuro do craque entra em xeque.
FUTEBOL
1/29/2026


Dívida de Memphis Depay: Corinthians tenta parcelamento até 2028 e gera crise com estafe
O clima nos bastidores do Parque Jorge esquentou de vez nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026. A diretoria do Corinthians, sob o comando do presidente Osmar Stabile, tenta desesperadamente renegociar uma dívida com Memphis Depay que já rompeu a barreira dos R$ 30 milhões. A estratégia da cúpula alvinegra, no entanto, caiu como uma bomba entre os representantes do atacante holandês ao propor um pagamento estendido até 2028.
A crise financeira, que parecia controlada após acordos pontuais no fim de 2025, ganhou novos contornos com o aumento do montante devido. Atualmente, o débito é composto majoritariamente por luvas e bonificações contratuais (metas de desempenho e títulos) que não foram quitadas. Embora os salários e direitos de imagem estejam rigorosamente em dia, a falta de pagamento dos bônus gerou uma irritação profunda no estafe do camisa 10, que vê a proposta de parcelamento até 2028 como uma falta de planejamento e respeito ao que foi assinado.
Entenda a origem do montante de R$ 30 milhões
O contrato de Memphis Depay com o Corinthians sempre foi visto como uma "operação de guerra" financeira. Entre os valores que compõem a dívida atual, destacam-se:
Bonificações por Desempenho: Metas atingidas em 2025, como número de jogos, gols e assistências.
Premiação por Títulos: Valores referentes à conquista do Campeonato Paulista de 2025.
Luvas Atrasadas: Parcelas de assinatura de contrato que deveriam ter sido quitadas entre o final de 2025 e o início de 2026.
Caso o Corinthians vença a Supercopa do Brasil contra o Flamengo neste próximo domingo, a dívida pode saltar para R$ 35 milhões devido a novos gatilhos contratuais de premiação.


A proposta do Corinthians que irritou o estafe
A diretoria financeira do Timão apresentou um cronograma que previa o pagamento de uma parte da dívida ainda em 2026, outra fatia em 2027 e o encerramento apenas em 2028. Para os representantes de Memphis, a proposta é inaceitável, considerando que o vínculo atual do jogador termina no meio de 2026.
Aceitar um parcelamento que vai dois anos além do fim do contrato deixaria o jogador em uma posição vulnerável, sem garantias reais de recebimento após sua saída do clube. Por conta disso, o estafe já sinaliza que não descarta a judicialização dos valores ou a busca por um novo clube para a janela de transferências do meio do ano, caso um acordo mais curto não seja selado.
Análise ANR: O risco de perder o "astro" de graça
A situação de Memphis Depay é o reflexo de uma gestão que apostou alto em marketing, mas não conseguiu lastrear o fluxo de caixa para sustentar os "gatilhos" de um contrato de nível europeu. Memphis foi, tecnicamente, o melhor jogador do time em 2025, mas o custo total de cerca de R$ 5 milhões mensais (somando tudo) está asfixiando o clube.
Na minha visão, o Corinthians está jogando com fogo. Propor um parcelamento até 2028 para um atleta cujo contrato vence em meses é pedir para que o estafe procure a saída. O risco de perder Memphis "de graça" — ou pior, com o clube tendo que pagar uma rescisão milionária na justiça — é real. A diretoria precisa decidir: ou encontra um parceiro comercial para assumir esses custos agora, ou terá que lidar com a saída melancólica de sua maior estrela na era moderna.
Fontes consultadas: Gazeta Esportiva, ge.globo, NFL.com (contexto geral), ESPN Brasil.
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